Guerra ao Terror- Antes tarde do que nunca

22 03 2010

Por Paulo do Valle

O Título dessa resenha pode ser usado em várias circunstâncias.

1- Antes tarde do que nunca eu volto a escrever aqui

2- Finalmente o @cinemajestic vai fazer uma resenha sobre o filme vencedor do Oscar. Antes tarde do que nunca!

3- Um filme lançado em meados de 2009 começa a bombar no começo de 2010. Antes tarde do que nunca!

4- Kathryn bigelow, 58( mas com corpinho de 30), foi a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor diretor. Antes tarde do que nunca!

Enquanto assistia a Guerra ao terror, ontem, cheguei a uma brilhante conclusão sobre o filme e sua vitória no Oscar 2010. Seria como se no Grammy Awards (maior premiação da música mundial), no meio de vários candidatos, uma banda de metal levasse pra casa o prêmio maior, deixando para trás bandas e cantores que primam muito mais pela beleza da coisa do que pelo PESO. É isso, Guerra ao Terror” é o Metallica do Oscar.

Lançado diretamente em DVD no Brasil, Guerra ao Terror passaria despercebido por nós, caso não fosse indicado ao Oscar. Admito que fiquei bem surpreso com a indicação de um filme lançado em meados de 2009, ao prêmio maior da academia, sempre dão mais atenção para produções lançadas entre o fim e começo de ano. Sorte a minha, que pude ver um excelente filme, que com certeza passaria (e já passou) batido por mim em uma locadora.

O enredo do filme é simples: cenário caótico da guerra no Iraque, faltando 38 dias para se retirarem do país, a companhia de fuzileiros “Bravo” perde seu sargento em uma tensa ação para desarmar bombas. Com isso, Sargento James (Jeremy Renner) se integra ao grupo. Muito competente, porém de uma personalidade forte, James é daquele tipo de pessoa que não tem medo de morrer, se arrisca sem pensar, colocando em risco todos os outros soldados. Em uma nação onde a febre do momento é se armar de bombas por todo o corpo ou deixar armadas em qualquer ponto de risco, a tensão inteira do filme fica presa nos fiozinhos azuis e vermelhos que, em qualquer desleixo de qualquer um, podem acabar com a missão e a vida dos homens que ali estão.

Guerra ao Terror, não é um filme de guerra qualquer, onde se tem dois lados em uma batalha, o bem contra o mal ou o certo contra o errado. Acima disso, existe a moral de cada um que está ali representando sua pátria mas que, ao mesmo tempo, tem uma vida fora desse mundo quase irreal. Kathryn Bigelow soube colocar sutilmente no filme elementos que demonstrassem a insatisfação e a saudade da vida comum que cada combatente sente ali. No fim das contas, descobrimos o triste óbvio da história: ninguém ganha uma guerra, todos saem perdendo.

Guerra ao Terror rompeu barreiras e já pode ser considerado um filme histórico. A começar pela mais que curioso e estranho duelo entre ex-marido e ex-esposa no Oscar: enquanto James Cameron com “Avatar era apontado como o grande favorito para abocanhar os prêmios mais importantes da noite, Kathryn viu sua produção aos poucos surgir como uma possível zebra e ameaça para a supremacia de Cameron. Não deu outra, Guerra ao Terror levou os prêmios de melhor direção e melhor filme, os dois prêmios mais esperados da noite. Mostrando que a mulher é quem manda, e  na separação elas levam tudo da gente, até o Oscar.

Guerra ao Terror (The Hurt Locker): 2008, EUA. Direção: Kathryn Bigelow. Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline  Lilly. Roteiro: Mark Boal. Duração: 131 min

Notas:

Paulo do Valle [8.5] Rodrigo Gianesi [8] Ronnie Romanini [9.5]

Média: [8.7]





O que aprendemos com Avatar

16 01 2010

Por Paulo do Valle

Após um mês de sua estréia, tomei vergonha na cara e assisti o tão comentado “Avatar“. 400 milhões de dólares, o filme mais caro da história, segunda maior bilheteria de todos os tempos (só perdendo para Titanic do mesmo James Cameron)… precisa de mais alguma coisa? Sim! Uma crítica minha aqui no @cinemajestic.  :)

Para muitos um filmão, para outros uma decepção. O que ninguém pode discordar é que “Avatar” matou a pau no quesito ‘’efeitos especiais’’. Mas por incrível que pareça, não é por isso que o filme vale a pena.

A história quase todos nós já sabemos: futuro distante, um outro planeta, uma outra raça e uma matéria prima valiosa. O ano é distante mas a mania de poder e dinheiro dos seres humanos é a mesma. Bora causar em outro planeta e pegar esse minério pra nós! Para isso é criado um corpo idêntico ao das pessoas desse planeta onde só a mente é transferida , enquanto o humano “dorme”. Temos o famoso Avatar.

Clichê, manjada, cansativa, Disney… Cada um tem sua opinião sobre a história escrita por Cameron. Mas o que não podemos ignorar é o que esse filme nos mostra e nos ensina. Foi preciso usar outra raça e outro planeta para mostrar as aberrações que acontecem aqui, entre nós mesmos, tão iguais na teoria. Não é preciso ir tão longe para detectar casos parecidos com o do filme: basta abrir um jornal, assistir televisão ou, porque não, apenas sair na rua. Não quero entrar em detalhes socioeconômicos, políticos e tudo mais. Mas é impossível, após assistir ao filme, não refletir sobre o quão grande é a merda (me desculpem o palavrão) do mundo que vivemos. O mais engraçado foi perceber o quanto as pessoas ficavam chocadas com a crueldade humana para com os nativos da ilha, se esquecendo de como isso cada vez mais se torna comum no mundo em que vivemos, e parece que, mais e mais, estamos nos acostumando com isso.

Ao ver minha namorada sofrendo durante a sessão pela vida dos pobres coitados do planeta de Pandora, pude perceber o quanto nos esquecemos de sofrer pela vida de pessoas reais e, como nós, vivendo no mesmo planeta. Ao folhear uma revista nos deparamos com imagens tão chocantes quanto a que podemos ver os humanos fazendo no filme contra a população de outro planeta mas que, por motivo de acomodação, acabamos ignorando e mudando a página, como se aquele problema não fosse nosso. E eu falo isso com toda a convicção do mundo, porque eu sou assim, vítima da minha própria ignorância e comodismo.

Muito triste saber que foi preciso ser gasto 400 milhões de dólares para mostrar ao mundo o quanto somos cruéis com nós mesmos e com a nossa maior riqueza, que é a natureza, e que, mesmo assim, muita gente vai sair do cinema satisfeita com a diversão proporcionada pelos efeitos do filme e apagar ou ignorar a mensagem, que está tentando ser passada todos os dias gratuitamente pelo mundo. E o que mais choca é saber que nós somos os vilões dessa história.

Avatar (Avatar): 2009, EUA. Direção: James Cameron. Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Stephen Lang, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi. Roteiro: James Cameron. Duração: 162 min.

Notas:

Paulo do Valle: [7.5] Rodrigo Gianesi [8.0] Ronnie Romanini [8.5]

Média: [8.0]





Sherlock Holmes – Dez motivos para amar (ou odiar) o filme

12 01 2010

Por Paulo do Valle

Um dos filmes mais esperados dos últimos tempos, “Sherlock Holmes“, finalmente deu as caras para o mundo.
Após início de gravação conturbado, com o filme em andamento, foi pedido para que tudo fosse refeito (alguns dizem que o fim do casamento do diretor Guy Ritchie com a Rainha do Pop Madonna  tenha sido o grande culpado pelo fracasso do primeiro roteiro). Superado tais problemas, o filme voltou a ser rodado e hoje temos o resultado aí.

O que vou fazer aqui não é uma resenha, resumo ou crítica. É uma listagem de 10 observações que podem dividir a opinião do espectador:

1- Guy Ritchie (“Snatch“, “RocknRolla“) o Diretor. Quem conhece os trabalhos anteriores de Ritchie sabe que o homem adora um soco na cara e uma boa cena de luta. “Sherlock Holmes” não é diferente: muitas cenas de ação e as clássicas cenas em slow motion de brigas e dentes / costelas / dedos quebrados.

2- Para muitos, a leitura que Guy Ritchie fez sobre Sherlock nesse filme foi excelente, deixando os clichês dos livros de lado, sem deixar o detetive perder a identidade tão conhecida durante décadas. PORÉM, para outros a leitura de Ritchie perdeu a mão e deixou o detetive com outra cara e personalidade, deixando o filme sem sentido comparado aos livros.

3- Outro ponto de intriga entre Filme x Livro é o uso do humor em vários momentos do filme. Outra característica do diretor, que sempre em seus enredos gosta de misturar cenas de ação com personagens peculiares que, de tão diferentes, chegam a ser cômicos e logo fazem da história algo divertido. Não sou um fã de carteirinha dos clássicos de Holmes, mas o único livro que eu li do autor Arthur Conan Doyle, “O Cão de Baskerville“, não mostra uma pegada humorística. Longe disso.

4- Robert Downey Jr (“Homem de Ferro“, “Assassinos por natureza”). O ator do momento dá um charme especial à Sherlock Holmes, abusa de caras e bocas e dá um carisma do tamanho do mundo ao detetive.

5- Por todo o carisma e malemolência dado a Sherlock por Downey Jr, muitas vezes me senti assistindo à “Piratas do Caribe“. Um personagem totalmente carismático, charmoso e engraçado vivendo dentro de um enredo aventureiro em um cenário passado. Para quem gosta, um prato cheio, para os mais “clássicos”, nem tanto assim.

6- Jude Law (“Closer – Perto Demais“, “Alfie – O Sedutor“) como Watson. Esqueça se você já assistiu ao filme, ou viu algumas imagens dele. Feche os olhos e pense no Watson. Dificilmente você pensaria em Law caso nunca o tivesse visto como o médico companheiro de Sherlock. Mas o mais bacana disso tudo é que realmente o galã se saiu muito bem como Watson e deu uma nova cara ao personagem, até mesmo aumentando sua importância no desenrolar dos fatos.

7- A belíssima Rachel McAdams (“Diário de uma Paixão“, “Penetras Bons de Bico“. A misteriosa horas bandida, horas mocinha, que mexe com a cabeça de Sherlock . De tão misteriosa, as vezes é preciso deduzir (assim como o detetive) qual é a dela no filme. Não se sabe ao certo o que ela tem ou já teve com Holmes e nem o que esperar dela. Mas claro, como todo bom filme Hollywoodiano, o mocinho precisa de sua musa.

8- Guy Ritchie, investigação, magia negra, política… Tudo isso junto, misturado com a adrenalina do filme, algumas horas podem confundir a cabeça de quem assiste e fazer com que a pessoa se sinta perdida no filme (assim como eu), mas tudo isso pode ser compensado com as explicações dedutivas de Holmes.

9- Como não poderia faltar, o vilão da história. Lorde Blackwood é aquele típico vilão de dar calafrios, sem precisar dizer nada. Logo na primeira cena do filme já da pra sentir o que deve vir pela frente. O que decepciona (ou não) é que no fim das contas ele parece mais um daqueles vilões do desenho Scooby-Doo. Mas tudo faz parte da mágica do filme.

10- Independente de ser clássico ou não, fugir do roteiro, esquecer de alguns detalhes que os fãs consideram importantes, Sherlock Holmes é com certeza um filme divertido, que já cravou seu nome na história do cinema. Ao que parece, teremos uma continuação (assim como todos os bons clássicos de aventura). Resta saber se teremos um clássico para os fãs dos livros, ou mais um clássico Hollywoodiano. Pelo sucesso deste primeiro, da pra ter uma noção do que pode vir aí.

Sherlock Holmes (Sherlock Holmes): 2009,EUA. Direção: Guy Ritchie. Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly. Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg Duração: 128 min

Notas:

Paulo do Valle [8], Rodrigo Gianesi [7] Ronnie Romanini [7.5]

Média: [7.5]





Atividade Paranormal: O barato do medo

11 12 2009

Após assistir ao filme, dormir vai ser um desafio

Por Paulo do Valle

Admito que não sou muito fã de pagar para tomar susto, mas desde quando vi pela primeira vez o trailer de “Atividade Paranormal” fiquei instigado e curioso para ver o filme. Achei interessante a forma em que eles abordaram o público mostrando cenas reais (até onde sabemos) de pessoas se assustando ao assistir pela primeira vez no cinema.

Após sua estréia em território nacional, comecei a ouvir algumas críticas de pessoas que assistiram ao filme e acharam fraco, se tratando de um filme de terror, com poucos sustos. Logo pensei que tudo então se passava por uma excelente jogada de marketing da produção do filme, que (pasmem) teve um orçamento de 15 mil dólares! Não só recuperaram o investimento, o filme rendeu mais de 62,5 milhões de dólares só nos EUA. Mas hoje eu descobri que SIM, “Atividade Paranormal” é aterrorizante.

Posso gastar apenas algumas linhas para explicar a historia do filme, por se tratar de um “mockumentary“, que são filmes que simulam acontecimentos reais com uma única câmera (vide “Bruxa de Blair” e “REC”). Todo o desenvolvimento do enredo acontece em um cenário só: a residência do casal Katie Featherson e Micah Sloat (os atores usaram seus nomes reais no filme). Katie, desde a infância, se sente perseguida por espíritos que à assombram sempre durante a madrugada. Para acabar com essa historia e descobrir o que realmente acontece, Micah resolve documentar em vídeo tudo o que acontece dentro da casa, principalmente as horas em que o casal dorme. Não preciso dizer mais nada. A cada dia que se passa, a situação na casa piora e vai ficando cada vez mais evidente a presença de forças malignas por lá.

O que choca no filme é sensação de realidade passada o tempo todo ( a começar pelos atores usarem o próprio nome). Em nenhum momento você se sente assistindo a um filme de terror, e sim um documentário real e horripilante, que te faz pensar até onde pode ir a paranóia ou crença de uma pessoa, e o que realmente é real. A presença de uma força maligna na casa é totalmente confirmada por barulhos e imagens captados pela câmera durante a noite e também por fatos ocorridos por motivos de uma força maior. Sem apelar muito para imagens de monstros e os clichês de um filme de terror Atividade apela mais para o oculto, o invisível, mas que apavora muito mais.

Rodado em 2007, o filme só ganhou seu espaço na mídia agora, após ganhar alguns prêmios em festivais de cinema independente.

Já podendo ser considerado histórico Atividade paranormal deixa de ser uma promessa e se torna de fato um filme assustador.

Atividade Paranormal (Paranormal activity), 2007, EUA. Direção: Oren Peli Elenco: Katie Featherson, Micah Sloat. Roteiro: Oren Peli. Duração: 88 min.

Notas:

Paulo do Valle [7.5] Ronnie Romanini [5.5]

Média parcial: [6.5]





Os Infiltrados: A (in) Justiça de Scorsese

26 11 2009

Grande elenco e roteiro agitado são os pontos fortes do filme de Scorsese

Por Paulo do Valle

“Um bom filme começa pelo seu elenco”. Se Levarmos em conta essa frase, Os Infiltrados pode ser considerado um excelente filme só pelo seu time de atores: Jack Nicholson, Leo DiCaprio, Matt Damon e a frieza de Mark Wahlberg fazem desse filme uma sangrenta obra de arte do Século XXI. Tudo isso somado à genialidade do diretor Martin Scorsese, o ex- injustiçado do Oscar, que graças a essa obra teve sua redenção e levou a estatueta de melhor filme para sua estante.

Frank Costello (Nicholson), é um típico mafioso dos tempos atuais. Irlandês vivendo em Boston (USA), Costello praticamente comanda o crime organizado da cidade. Com isso se torna inimigo número um da policia estadual. É ai que começa o jogo de gato e rato.

Querendo estar sempre um passo à frente da lei, o mafioso infiltra seu pupilo Colin Sullivan (Damon) dentro da policia. Por ter um ótimo desempenho e ser acima de qualquer suspeita, o rapaz sobe rápido de cargo e logo se encontra dentro da unidade de investigações especiais, que é justamente onde se encontra o caso de Frank Costello. Mas o que eles não contavam é que existe o outro lado da moeda (aí sim, fomos surpreendidos novamente), é quando entra o desacreditado Billy Costigan (DiCaprio), sem muito destaque na polícia e uma família com o nome sujo na praça, o rapaz é submetido a ser o infiltrado do lado policial no mundo do crime. Para que isso ocorra de uma forma perfeita, Costigan é dado como expulso da polícia e preso. O segredo é mantido a sete chaves  pelos policiais Digman (Wahlberg) e seu superior Capitão Queenan (Martin Sheen), que são os líderes da operação para prender Costello. Não demora muito para que o rapaz consiga entrar no mundo do crime. Graças ao seu primo, um traficante pequeno, Costigan é introduzido ao submundo e rapidamente chega a Costello (em uma sequência  que dói até em quem está assistindo, o mafioso, tenta pela dor física, descobrir se  Costigan é um infiltrado da polícia). Assim, ambos os lados percebem a existência de informantes agindo por ali. Com isso, o filme torna-se eletrizante, chegando muitas vezes beirar o imprevisível.

A vida dos dois rapazes é cheia de coincidências  e cruzamentos. Uma delas (inútil aos olhos do filme) , Sullivan e Costigan são apaixonados pela mesma mulher, a psicóloga da policia Madolyn (Vera Farmiga). O chifre no caso fica por conta do personagem de Damon. Em uma sequência  de tirar o fôlego, Billy consegue descobrir onde Costello vai encontrar-se com o seu informante. Chegando ao local (pasmem, um cinema pornô), Costigan  consegue encontrar os dois, mas não consegue ver a cara do outro infiltrado que, ao perceber que está sendo seguido, foge dando sequência a uma ótima cena do filme. Até o seu final o filme reserva boas emoções e surpresas para quem o assiste.

Com um desfecho surpreendente, é um ótimo exemplo do ditado ‘’ Jogar merda no ventilador’’. Scorsese apostou principalmente na força de seus protagonistas. Em mais uma atuação típica de Nicholson, beirando o sinistro e o cômico (assim como em Batman e O Iluminado) . E principalmente em DiCaprio, seu queridinho. Vale ressaltar também a excelente atuação de Mark Wahlberg, que mesmo não sendo um dos protagonistas, da vida à um corrosivo policial de mal com a vida.

Inspirado em Conflitos Internos, um filme policial de Hong Kong. Os Infiltrados pode ser considerado um clássico gangster do Séc XXI que deu a Scorsese (mesmo em meio a protestos a favor de A Pequena Miss Sunshine), um lugar ao sol entre os diretores que já levaram o tão cobiçado Oscar. Além de melhor diretor, levou para casa também como melhor filme, melhor montagem e melhor roteiro adaptado.

Com uma trilha sonora tão violenta quanto o filme ( De Stones passando por Beach boys até chegar na pesada gaita de foles do Dropkick Murphys) Os Infiltrados marca seu nome no cinema gângster mundial.

Os Infiltrados ( The Departed): 2006, EUA. Direção: Martin Scorsese. Elenco: Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Vera Farmiga. Roteiro: Siu Fai Mak e Felix Chong. Duração: 149 min.

Notas:

Paulo do Valle [7.5] Ronnie Romanini [7.5]

Média parcial: [7.5]








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